O mapa não é o território
A PNL tem como um de seus pressupostos básicos: O mapa não é o território.
Esta frase é uma forma de representar simbolicamente que a realidade percebida  não representa a  verdade absoluta, mas sim relativa. Isto é, o que percebemos  como realidade é fruto das nossas  percepções individuais através dos 5 sentidos e  não a realidade em si. E todos temos uma história de  percepções e memórias ao  longo de uma vida inteira em situações e experiências distintas, únicas, com  sons e  imagens e emoções associadas, vistas unicamente por nossos pontos de vista  individuais e que  acabam formando nossas crenças e nosso mapa de mundo. Sendo  assim é fácil entender porque as  realidades são diferentes para cada pessoa. Caso  contrário, um chocolate seria intrinsecamente gostoso,  ou todos achariam que todo  o cão é perigoso e morde, ou uma flor seria bela para todas as pessoas. Mas  há  uma infinidade de opiniões sobre o gosto do chocolate, há pessoas que tratam seus  cães como um  membro afetivo da família (eu sou um destes) e existe gente odiando  receber uma rosa de presente. Nós  vivemos de forma simbólica e, cada coisa ou  fato representa um valor diferente para pessoas diferentes,  o que faz com que  reajamos de formas diferentes diante de uma mesma situação. Olhe para Tiradentes  ou Joana D’Arc que morreram por uma causa, por uma crença, por uma verdade.  Verdade esta que era  diferente de quem os sacrificou. Há pessoas tão apegadas a  uma idéia que se torna impossível sequer  tentar mostrar outros pontos de vista.  Neste caso, as discussões, as brigas, parecem intermináveis. E  será que isto tem  utilidade?
Olhe para si mesmo e reveja suas crenças. Quem pode afirmar com absoluta  certeza que o verde é verde  e o vermelho é vermelho para um daltônico? Ou que  não existe bicho papão para uma criança assustada  na madrugada? Se a realidade  fosse uma só, não haveria porque discutir ou divergir, não haveria religiões  ou  partidos políticos, porque a verdade seria a mesma pra todos. Aliás, que monotonia  hein? Todos os  homens do mundo se apaixonarem pela mesma mulher,  intrinsecamente maravilhosa? Ou todos torceriam  pelo mesmo time. Seria aquele  papo borracha todos os dias o dia todo. Vai chover né? 
Mas não apenas cada pessoa tem suas crenças de acordo com suas experiências e  percepções. Ao longo  de uma vida, quantas vezes nós mesmos mudamos nossas  próprias percepções da “verdade”? Lembra do  Papai Noel ou do coelhinho? Quer  dizer: o que? Papai Noel não existe? Que horror! 
Mas olhemos para a história. Galileu Galilei foi aquele maluco que ousou desafiar a  Igreja e foi condenado  pela Inquisição por afirmar que a terra não era o centro do  Universo. Só não foi queimado, porque tinha o  Papa como amigo e aliado. Mas não  escapou da prisão. Ou, aquela época em que os navegadores tinham  o maior medo  de cair num abismo cheio de dragões, porque a terra era achatada. Einstein chocou  a  humanidade ao afirmar que o tempo que percebemos é relativo, quando, até  então era controlado pelo  relógio. Estas crenças coletivas, que são chamadas de  Paradigmas, permeiam a historia até os dias de  hoje e irão continuar assim. O que é  verdade hoje pode não ser amanhã. O que é verdade para você, não  precisa  necessariamente ser para mim.
Não há verdade absoluta. Sempre há o que se rever ou descobrir.
Agora perceba as pessoas com mais atenção e transporte isto tudo para o seu dia- a-dia, a sua casa, o  seu trabalho. É exatamente este o ponto. A grande sacada é  que, se você entender este princípio simples   você passa a ter uma enorme  vantagem: você passa a ter acesso aos pontos de vista das pessoas e,  com isto  ganhando imediatamente a sua simpatia. Não que você tenha necessariamente que  concordar,  mas simplesmente compreender. Só isto já basta para você ter acesso  às suas necessidades,  satisfazendo de uma forma imediata seus desejos como ser  humano ou até como um cliente, sem  desgastes, sem discussões desnecessárias.  Isso se chama empatia. Você não muda seu mapa do mundo,  mas consegue  decifrar o dele. Quando um homem compreende que uma mulher percebe uma flor  como  símbolo de amor e não como um vegetal “bonitinho” que custa 10,00 reais,  ele tem garantida a conquista  de seu coração. Portanto, aprendendo a ter acesso  a vários pontos de vistas, simplesmente estando  aberto a perceber as coisas de  formas diferentes, o tornará tão flexível, que seus ganhos serão incríveis  nos  relacionamentos. As pessoas passam a vê-lo, não como uma ameaça, mas como  alguém que  “finalmente” o compreende. Um amigo, um aliado seu. Repito: você não  precisa mudar seu ponto de vista,   mas, se conseguir perceber os de outras  pessoas, você terá ampliado sua visão de mundo de maneira  inacreditável e, com  isto, a inteligência da  flexibilidade para entrar no mapa de qualquer pessoa. 
Ari Costa.